quinta-feira, 6 de julho de 2017

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domingo, 7 de maio de 2017

Lançamento Catálogo 5 Contém 1g Magic


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domingo, 30 de abril de 2017

"Déficit" da Previdência desconsidera R$ 426 bilhões em dívidas de grandes empresas.

A Vale é uma das companhias que mais deve à Previdência Social, com débito de R$ 276 milhões

Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ)
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Reforma da previdência de Temer, segundo pesquisadora, pode levar a brutal empobrecimento da população / Pablo Vergara
Se aprovada, a reforma da Previdência Social pode significar o fim do direito à aposentadoria para muitos brasileiros, segundo especialistas. O argumento de Michel Temer, ao propor a emenda à Constituição Federal, é cobrir o chamado déficit da Previdência, estimado em R$ 149 bilhões de acordo com o Ministério da Fazenda. No entanto, ao propor maior contribuição dos trabalhadores, a reforma proposta não leva em consideração os mais de R$ 426 bilhões que grandes empresas devem à Previdência Social, segundo dados da Procuradoria Geral Nacional da Fazenda (PGNF).
Esse montante, que representa mais do que três vezes o valor do déficit, é a soma das contribuições descontadas dos salários dos trabalhadores e recolhidas pelas empresas, mas que não são repassadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). De acordo com estimativa  da PGNF,  3% das empresas devedoras correspondem por mais de 63% da dívida previdenciária. Entre elas, grandes companhias, como o banco Bradesco, a indústria de alimentos JBS e a mineradora Vale.
Somente a Vale tem dívida apurada pela PGNF em R$ 276 milhões, mas essa é apenas uma parte dos débitos da empresa com o Estado brasileiro. A Vale lidera a lista de maiores devedores inscritos na dívida ativa da União. São R$ 41,9 bilhões, segundo lista divulgada pelo Ministério da Fazenda em 2015. Desse total, no entanto, R$ 32,8 bilhões estão suspensos por decisão judicial e R$ 8,27 bilhões estão inscritos em programas de parcelamento de débitos.
“A Vale representa tudo de pior. Ela impacta a vida das pessoas, o meio ambiente, destrói recursos naturais, faz tudo para que seu lucro não seja diminuído. O desastre de Mariana aconteceu por um crime ambiental, que a Vale cometeu para acelerar a produção e manter os lucros. Deve bilhões aos cofres públicos mas continua isenta de pagar. Enquanto isso, nossos direitos como trabalhadores são retirados”, afirma Lidiene Nascimento, militante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Na primeira semana de março, mulheres do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e do MAB fizeram manifestações para denunciar a Vale pelo calote no pagamento da dívida pública.
De acordo com a pesquisadora Denise Lobato, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), essas exorbitantes dívidas são históricas e não há como estimar desde quando existem porque o acesso aos dados é restrito. “Também não há interesse de que sejam liquidadas. No ano de 2015, a dívida ativa da Previdência somou mais de R$ 350,7 bilhões, mas apenas 0,32% desse valor foi retomado pelo governo brasileiro. Não há interesse em constranger os devedores. O governo brasileiro não se empenha e não é apto para isso”, explica.
Para o procurador Achilles Frias, presidente do Sindicado dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz), as grandes dívidas, como as da Vale, não conseguem ser cobradas porque fazem parte de um grande esquema de corrupção e financiamento de campanha, estimulado pelo governo. “As grandes empresas têm advogados fortes e conseguem manter empresas laranjas que desviam as dívidas. Por outro lado, a PGNF não tem estrutura para chegar aos poderosos empresários. Estamos sucateados e o governo não quer investir no nosso trabalho porque não quer mexer no esquema ilícito de inadimplência”, acrescenta.
Mais da metade das dívidas poderiam ser retomadas
O procurador estima que mais de 50% do estoque de dívidas da Previdência é de fácil recuperação pelo governo federal. “Isso representaria mais de R$ 200 bilhões, é um valor bem considerável se levarmos em conta a falácia do déficit. Vários pesquisadores já confirmaram que não existe o déficit. A reforma da Previdência é uma maneira de extinguir com o direito a aposentadoria e enriquecer os bancos, que vão se beneficiar com as previdências privadas”, afirma Achilles.
Denise Lobato é uma das pesquisadoras a que o procurador se refere. Em sua tese de doutorado, a professora confirmou que a seguridade social apresenta resultados positivos todos os últimos anos, desde 2007. Para ela, como a Previdência faz parte da seguridade social, não há como falar em “crise da Previdência”.
“É o próprio governo federal que faz com que o sistema vire o caos. Em 2016, o governo renunciou a receitas que somam R$ 271 bilhões, desse total, R$ 142,9 bilhões eram recursos da seguridade social. Isso equivale a 3% do PIB nacional. O governo renuncia a essas receitas em favor das empresas. Então, em resumo, faz desonerações, não cobra devedores e quer que os trabalhadores paguem a conta”, explica a professora.
Mais pobres não conseguirão se aposentar
Para Denise, a reforma da Previdência representa um brutal empobrecimento da população idosa, que não conseguirá acessar o benefício. Segundo a professora, os mais pobres não conseguirão se aposentar nas novas regras.
Uma das propostas previstas na reforma é estabelecer a idade mínima de 65 anos para homens e mulheres se aposentarem. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a idade média do brasileiro é inferior a 77 anos. No entanto, nos estados das regiões Nordeste e Norte, a expectativa de vida não passa de 73 e 72,2 anos, respectivamente. Ainda de acordo com o IBGE, a probabilidade de um brasileiro não chegar aos 65 anos é de 37%, uma das mais elevadas do mundo.
Além disso, é preciso estar empregado para aposentar e a taxa de desemprego entre idosos é muito alta. Segundo o IBGE, entre 65 e 69 anos a taxa de desemprego é de 29,3%, mais que o dobro da média nacional, que soma 12%.
Vale lembrar ainda que para os que não conseguem contribuir hoje, porque possuem renda menor que um salário mínimo, há o benefício de prestação continuada (BPC), pago aos idosos acima de 65 anos. Porém, com a reforma esse benefício só será pago a partir dos 70 anos. “A estimativa é de que em quatro anos, mais de 1 milhão de idosos não tenham renda”, acrescenta Denise.
“A reforma da Previdência representa um processo de extermínio da população mais pobre e não produtiva. O governo acredita que eles passam a ser uma despesa e querem tirar o peso das costas. É uma forma de matar sem se responsabilizar”, conclui Lidiene Nascimento, do MAB.

 
Edição: Vivian Virissimo

sexta-feira, 31 de março de 2017

Cenários da Mini Terceira Guerra Mundial

POR: BRUNO ASHER - 25/10/2016 

…”E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;”… {Mateus 24:6}

Cenários da Mini Terceira Guerra Mundial.

Katehon Analytical Center está lançando uma série de publicações que discutem cenários possíveis para uma Terceira Guerra Mundial. Nossos autores permanentes vão apresentar suas teorias de possíveis cenários e consequências de uma escalada do conflito ao nível global.
Esta abordagem é ditada pela necessidade de analisar:
  • As contradições mais graves entre os principais atores da política mundial;
  • Mudanças de paradigma no pensamento das relações internacionais;
  • Os riscos de cruzar a linha vermelha (a teoria Rubicon);
  • Os lugares mais vulneráveis no mapa do mundo em termos de geopolítica;
  • Possíveis causas por trás do desencadeamento de uma reação em cadeia irreversível;
  • O papel da tecnologia e processos de globalização avançadas no cada vez mais possível conflito.
[CasandoOVerbo] – O território Sírio está servindo de palco para uma miniatura da terceira guerra mundial. É óbvio que, enquanto o conflito se restringir ao território Sírio, não importa o número de países que se envolverem no conflito, ele continuará sendo considerado apenas uma guerra regional e não mundial. 
Devemos levar em consideração as principais tendências, tais como a escalada nas relações entre os EUA e a Rússia, a posição específica dos Estados Unidos em relação aos interesses da China (mais claramente descritas na Doutrina do Conflito Ar-Mar, que envolve o lançamento de ataques aéreos contra sistemas de defesa de mísseis da China), bem como o ruído de informação em torno da Coreia do Norte.
Ao mesmo tempo, a Europa não pode ser excluída como um possível teatro de operações, especialmente em conexão com a continuação de longo prazo da OTAN “Operation Atlantic Resolve.” Além disso, o envio de tropas americanas adicionais na Europa está previsto para ser concluído em 2017.
As relações internacionais são significativamente complicadas pelas atividades de alguns países, que, embora não façam parte do bloco da OTAN, controlado pelos EUA, ainda cooperam estreitamente com a aliança e os Estados Unidos. Em particular, a Suécia e a Finlândia são os temas para a expansão da OTAN e até mesmo realizaram uma série de manobras militares em 2016 que tinham uma clara orientação anti-russa.
O Oriente Médio é um motivo de preocupação não só por causa da Síria e do Iraque, onde os militares dos EUA estão realmente presentes. Em primeiro lugar, há também o risco de um confronto direto com as tropas russas.
A guerra no Iêmen é um indicativo de não só um novo surto de tensão, mas também uma erosão do direito internacional. A ONU dificilmente será capaz de evitar um conflito global, se Washington decidir atacar um país. Os Estados Unidos iniciaram a agressão contra o Iraque e posteriormente ocuparam o país em 2003 sem a autorização do Conselho de Segurança da ONU. O bombardeamento da Iugoslávia em 1999 pelas forças da OTAN também pode ser mencionado como um exemplo.
A intervenção russa na crise síria mostra que a era unipolar está chegando ao fim. No entanto, isso não remove as tensões militares e políticas entre os Estados Unidos e outros pólos de poder, como o reviver da Rússia, a China em ascensão, e outros estados que não aceitam a ditadura de Washington.
Note-se que a atual crise política dos EUA (o que eles estão tentando esconder de todas as maneiras possíveis) implicou em discussões sobre uma possível alteração da abordagem dos EUA para o uso de armas nucleares.
Isto poderia ser mera desinformação projetada para acalmar as outras potências nucleares, como já aconteceu várias vezes (por exemplo, durante o desarmamento das ex-repúblicas soviéticas – a Ucrânia e o Cazaquistão, cujos arsenais nucleares permaneceram após o colapso da URSS).
Por outro lado, os planos norte-americanos para modernizar o seu arsenal nuclear ao custo de $ 1 trilhãonão se encaixam com os chamados “planos pacíficos” de Washington. Além disso, o secretário de Defesa dos EUA, Ashton Carter, afirmou que o “não usar a preventiva política” pode minar a confiança e a segurança dos parceiros dos Estados Unidos. O veterano da Guerra do Vietnã e “pacifista”, John Kerry, também se opõe fortemente a assinatura de um protocolo que iria declarar que os Estados Unidos se recusa a usar armas nucleares pela primeira vez em um conflito.
Isso quer dizer que os EUA estão prontos para lançar ataques nucleares preventivas? Quais serão as suas metas?
Ou será que vai ousar incluir Estados soberanos com um estatuto especial e cultura política correspondente em sua lista de alvos?
Será que esta resposta virá fatalmente para o próprio Estados Unidos, se Washington erroneamente superestima sua força e decide atacar um oponente que acaba por não ser tão fraco quanto à primeira vista?
Um conflito nuclear é um dos cenários possíveis. Armas convencionais e atores por procuração (proxy) tais como grupos terroristas na Síria também poderiam ser instrumentos ativos em uma possível Terceira Guerra Mundial. A questão é quem vai ser arrastado para um novo conflito e quais os possíveis efeitos que isso terá sobre o mundo inteiro.
A abordagem eurocêntrica pode ser enganosa na tentativa de prever um conflito futuro. As duas primeiras guerras mundiais começaaram no teatro de operações europeu, mas a Segunda Guerra Mundial terminou no Japão. Mesmo antes de 01 de setembro de 1939 que é considerado o início da Segunda Guerra Mundial, a China e a Coreia estavam sob ocupação japonesa e milhões de pessoas na região foram mortos. Portanto, é possível que os critérios de avaliação de um conflito diferem significativamente.
E, é claro, à primeira vista, alguns cenários bastante exóticos poderiam ser realizados no futuro mais próximo. O avançado dual-uso da tecnologia está mudando rapidamente a face da guerra. Tal pode se tornar um gatilho ou fator de dissuasão dependendo em cujas mãos novas super armas estejam.
O espectro de opiniões dos nossos escritores podem diferir, mesmo radicalmente, na medida em que uma abordagem objetiva e a lógica da guerra em si têm uma natureza paradoxal.
Esperamos que os nossos esforços intelectuais sirvam para promover a paz, como o debate público sobre questões críticas muitas vezes ajuda a evitar consequências aparentemente fatais.
Traduzido para publicação em Dinâmica Global.
[FONTE: Katehon.com]
JORNAL DA MUDANÇA DA ORDEM MUNDIAL: Mudança de Ordem? Washington em busca do bode expiatório!
Thierry Meyssan
Em busca do bode expiatório.
Em Berlim, a Alemanha, a França, a Rússia e a Ucrânia tentaram desbloquear os conflitos ucraniano e sírio. No entanto, de um ponto de vista russo, esses bloqueios só existem porque o objectivo dos Estados Unidos não é a defesa da Democracia, da qual eles se arrogam, mas, sim a prevenção do desenvolvimento da Rússia e da China através da interrupção das Rotas da Seda. Dispondo de superioridade convencional, Moscovo, portanto, tudo tem feito para ligar o Médio-Oriente e a Europa Oriental. Ao qual conseguiu chegar trocando o prolongamento da trégua na Síria contra a suspensão do bloqueio dos acordos de Minsk. Por seu lado, Washington continua a procurar descarregar a sua culpa para cima de um dos seus aliados. Depois de ter fracassado na Turquia, a CIA vira-se para a Arábia Saudita.
O conflito opondo os Estados Unidos à Rússia e à China evolui em dois tabuleiros: de um lado, Washington busca um eventual bode expiatório ao qual imputar a responsabilidade da guerra contra a Síria, do outro Moscovo que já ligou os dossiês sírio e iemenita, tenta, agora, ligá-los à questão ucraniana.
Washington em busca do bode expiatório
Para sair de cabeça levantada, os Estados Unidos devem atirar a responsabilidade dos seus crimes para um dos seus aliados. Têm três hipóteses: ou passar a batata quente à Turquia, ou à Arábia Saudita, ou aos dois. A Turquia está presente na Síria e na Ucrânia, mas não no Iêmen, enquanto a Arábia está presente na Síria e no Iêmen, mas não na Ucrânia.
A Turquia
Dispomos agora de informações fidedignas sobre o que realmente se passou a 15 de Julho último na Turquia; informações que nos forçam a rever o nosso julgamento inicial.
Em primeiro lugar, verificou-se que confiar a gestão das hordas jiadistas à Turquia, após o atentado que atingiu o príncipe saudita Bandar bin Sultan, não era pera-doce : com efeito, se Bandar era um intermediário obediente, Erdoğan persegue a sua própria estratégia de criação de um 17º império turco-mongol, o que o leva a utilizar os jiadistas fora da sua missão.
Além disso, os Estados Unidos não podiam deixar de punir o Presidente Erdoğan, o qual aproximava economicamente o seu país da Rússia quando ao mesmo tempo é militarmente membro da OTAN.
Finalmente, com a crise à volta do controle do poder mundial, o Presidente Erdoğan tornava-se o bode expiatório ideal para sair da crise síria.
De um ponto de vista norte-americano, o problema não é a Turquia, indispensável aliado regional, nem o MIT (serviços secretos turcos) de Hakan Fidan que organiza o movimento jiadista no mundo, mas Recep Tayyip Erdoğan.
Por conseguinte, a National Endowment for Democracy (NED) primeiro tentou, em Agosto de 2013, uma revolução colorida (a “revolução dos pinguins”), organizando para isso manifestações no parque Gezi em Istambul. A operação falhou ou Washington reconsiderou.
Foi tomada a decisão de derrubar os islamistas do AKP nas urnas. A CIA organizou, ao mesmo tempo, a transformação do HDP num verdadeiro partido de minorias, como preparou uma aliança entre ele e os socialistas do CHP. O HDP adotou um programa muito aberto de defesa das minorias étnicas (curdos) e das minorias sociais (feministas, homossexuais), e incluiu uma vertente ecológica. O CHP foi reorganizado tanto de forma a mascarar a sobre-representação de alevitas [1], no seu seio, como tendo em vista promover a candidatura do antigo presidente do Supremo Tribunal. No entanto, apesar do AKP ter perdido as eleições de Julho de 2015 acabou por não ser possível concretizar a aliança CHP-HDP. Por conseguinte novas eleições foram realizadas, em Novembro de 2015, mas elas foram grosseiramente manipuladas por Recep Tayyip Erdoğan.
Washington decidiu pois eliminar fisicamente Erdoğan. Entre Novembro de 2015 e Julho de 2016 deram-se três tentativas de assassinato. Contrariamente ao que foi dito, a operação de 15 de Julho de 2016 não era uma tentativa de golpe de Estado, mas, apenas de eliminação de Recep Tayyip Erdoğan. A CIA utilizou os laços industriais e militares turco-americanos para recrutar uma pequena equipa no seio da Força Aérea afim de executar o presidente durante as suas férias. No entanto, esta equipa foi traída por oficiais islamistas (estes são quase um quarto nas forças armadas) e o Presidente foi avisado uma hora antes da chegada do comando. Ele foi então transferido, sob escolta de militares leais, para Istambul. Conscientes das consequências previsíveis do seu falhanço, os conspiradores lançaram um golpe de Estado sem preparação e quando Istambul ainda estava pejada de pessoas nas ruas. Eles falharam como é evidente. A repressão que se seguiu não teve por fim prender apenas os autores da tentativa de assassinato, nem sequer os militares que se juntaram ao golpe de Estado improvisado, mas o conjunto dos pró-americanos : primeiro os laicos kemalistas, depois os islamitas de Fethullah Gülen. No total, mais de 70. 000 pessoas foram indiciadas e foi preciso libertar detidos de direito comum para aprisionar os pró-americanos.
A mania de grandezas do Presidente Erdogan e o seu delirante palácio branco, a sua falsificação das eleições e a sua repressão em todos os azimutes fizeram dele o bode expiatório ideal para os erros cometidos na Síria. No entanto, a sua resistência a uma revolução colorida, e a quatro tentativas de assassinato, fazem pensar que não será possível eliminá-lo rapidamente.
A Arábia Saudita
Arábia Saudita é também tão indispensável para os Estados Unidos como a Turquia. Por três razões: primeiro pelas suas reservas petrolíferas de um volume e de uma qualidade excepcionais (muito embora já não se trate mais para Washington de as utilizar, mas simplesmente de controlar a venda), em seguida pela liquidez monetária de que disporia (embora as suas receita tenham caído 70%) e que permitiram financiar operações secretas fora do controle do Congresso, finalmente pelo seu controle sobre as fontes do jiadismo. Com efeito desde 1962, e a criação da Liga Islâmica Mundial, Riade financia, por conta da CIA, os Irmãos Muçulmanos e os Naqchbandis, as duas confrarias de onde são originários todos os quadros jiadistas no mundo.
Contudo, o carácter anacrônico deste Estado, propriedade privada de uma família principesca estranha aos princípios comumente aceites de liberdade de expressão e de religião, força à tomada de mudanças radicais.
A CIA organizou pois, em Janeiro de 2015, a sucessão do rei Abdallah. Na noite da morte do soberano, a maioria dos incompetentes foram demitidos das suas funções e o país foi inteiramente reorganizado segundo um plano pré-estabelecido. Agora, o poder está repartido por três clãs principais: o rei Salman (e o seu filho querido, o príncipe Mohammed), o filho do príncipe Nayef (o outro príncipe Mohammed) e, por fim, o filho do falecido rei (o príncipe Mutaib, comandante da Guarda Nacional).
Na prática, o rei Salman (81 anos) deixa o seu filho, o vistoso príncipe Mohammed (31 anos), governar em seu lugar. Este aumentou o envolvimento saudita contra a Síria, depois lançou a guerra contra o Iêmen. Além disso, lançou um vasto programa de reformas econômicas e sociais correspondentes à sua «Visão para 2030».
Infelizmente, os resultados não são apresentáveis: o reino está atolado na Síria e no Iêmen. Esta última guerra volta-se contra ele com as incursões de Hutis no seu território e as vitórias deles sobre o seu exército. No plano econômico, as reservas petrolíferas de confiança chegam ao fim e a derrota no Iêmen impede a exploração do «Crescente Vazio», quer dizer, a região a cavalo entre os dois países. A baixa dos preços do petróleo permitiu, é certo, eliminar muitos concorrentes, mas também foi secando o Tesouro saudita, que se viu forçado a contrair empréstimos nos mercados internacionais.
Arábia nunca foi tão poderosa e tão frágil. A repressão política atingiu extremos com a decapitação do chefe da oposição, o Xeque Al-Nimr. A revolta não ruge apenas entre a minoria xiita, mas, também nas províncias sunitas do Oeste. No plano internacional, a Coligação árabe é por certo impressionante, mas mete água por todos os lados desde a retirada egípcia. A aproximação pública a Israel, contra o Irão, levanta um clamor no mundo árabe e muçulmano. Mais que uma nova aliança, ela ilustra o pânico que se apoderou da família real, agora odiada por todos.
Visto de Washington, chegou o momento de escolher os elementos que é conveniente salvar na Arábia Saudita, e desembaraçar-se dos outros. A lógica indicaria, pois, que se regressasse à anterior distribuição do poder entre os Sudeiris (mas sem o Príncipe Mohammed bin Salman, o qual se mostrou um incapaz) e os Chammars (a tribo dos olhos do rei Abdallah).
O melhor, tanto para Washington como para os súbditos Sauditas, seria que o rei Salman morresse. O seu filho Mohammed seria afastado do poder que voltaria ao outro príncipe Mohammed (o filho de Nayef). Enquanto o Príncipe Mutaib manteria a sua posição. Esta sucessão seria mais fácil de gerir para Washington se ela ocorresse antes da investidura do próximo presidente, a 6 de Janeiro de 2017. O coroado poderia então descartar todas as falhas para cima do defunto e anunciar a paz na Síria e no Iémene. É neste projeto que a CIA atualmente trabalha.
Na Arábia Saudita como na Turquia e nos outros países aliados, a CIA procura manter as coisas tal como elas estão. Para isso, limita-se a organizar, nos bastidores, tentativas de mudança de dirigentes, sem nunca tocar nas estruturas. O carácter cosmético destas modificações facilita a invisibilidade da sua atuação.
Moscovo tenta negociar em conjunto o Médio-Oriente e a Ucrânia
A Rússia conseguiu ligar os campos de batalha sírio e iemenita. Se as suas forças estão publicamente colocadas no Levante desde há um ano, no Iêmen o seu envolvimento é oficioso desde há três meses e aí participam agora ativamente nos combates. Ao negociar simultaneamente o cessar-fogo em Alepo e no Iêmen, ela forçou os Estados Unidos a aceitar ligar estes dois teatros de operações. Nos dois países, os seus exércitos mostram a sua superioridade em matéria convencional face aos aliados dos Estados Unidos, ao mesmo tempo evitando uma confrontação direto com o Pentágono. Esta esquiva impede Moscovo de se assumir no Iraque, apesar dos seus antecedentes históricos neste terceiro país.
Todavia, a origem da querela entre os dois Grandes é fundamentalmente a interrupção das duas “Rotas da Seda” na Síria, e depois na Ucrânia. Logicamente, Moscovo tenta pois ligar os dois dossiês nas suas negociações com Washington. O que é tanto mais lógico quando a própria CIA já criou uma ligação entre os dois campos de batalha via Turquia.
Ao visitar Berlim, a 19 de Outubro de 2016, o Presidente russo, Vladimir Putin, e o seu Ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergey Lavrov, pretendiam convencer a Alemanha e a França, na ausência dos Estados Unidos, a ligar estes dossiês. Eles trocaram, pois, a extensão da trégua na Síria contra a suspensão do bloqueio ucraniano dos acordos Minsk. Esta troca não podia senão irritar Washington, a qual fará tudo o que estiver ao seu alcance para a sabotar.
É claro, no final Berlim e Paris alinharão com o seu suserano otaniano. Mas, do ponto de vista de Moscovo mais vale um conflito congelado que uma derrota (na Ucrânia, como na Transnístria, por exemplo), e tudo o que afete a unidade da OTAN antecipa o fim do supremacismo norte-americano.
Tradução: Alva – [FONTE: http://www.voltairenet.org]
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